Erros… sou melhor!

Sabe qual é a verdade? É que eu tô sentindo falta daquela menina-mulher que costumava ser, sinto falta daquela sensação boa que faz a gente sonhar acordada, que faz a gente levantar com vontade de ganhar o mundo, que nada é capaz de tirar a coragem…Hoje, eu tenho milhões de medos dentro de mim, não sei usar as melhores palavras, não sei tomar as melhores atitudes, mas juro que faço sempre tudo com a melhor intenção possível, não faço as coisas planejadas para machucar, pra te mostrar meu lado mais sombrio, pra ser taxada de indecisa, fraca, covarde. Eu só  queria mostrar quem realmente sou, a minha melhor parte, sem ser tão julgada por meus erros, queria ter espaço pra errar e, com esses erros, você ter paciência pra me ver acertar. Eu sou quem sou por causa dos acertos e fracassos, são partes de mim, aceite como sou, me olhe com outros olhos, permita que haja compreensão. Eu sou maior do que você, eles e do que eu mesma possamos imaginar. 

“Sonhei com você e desejei que estivesse aqui comigo.”

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Aquela menina inocente, com coração forte, com um amor ao próximo que ninguém entende muito bem, que quando ama, ah, quando ela ama, essa sim ama pra valer, esquece de tudo ao seu redor, e por muitas vezes, esquece até o amor próprio pra amar essa outra pessoa. Muitas vezes, ela faz isso de olho fechado, faz sem nem pensar nas consequências, porque pra ela, esse é o certo a fazer e não tem medo das consequências que isso pode causar. As amigas não entendem porque ela não se sente completa, nem entendem porque ela não desgruda o olho da tela do celular esperando por uma mensagem. A família então, pede todos os dias pra ela tomar cuidado ao atravessar a rua, pra prestar atenção na comida, mas parece que está sempre no mundo da lua pensando em algo muito longe. E quando ela está na balada? O olho dela brilha igual um estrela que acabou surgir, é intensa, é alegre, transborda amor por todos os movimentos do corpo e faz até inveja pras outras meninas que estão por perto e causa desejo nos outros homens de querer, um dia, encontrar uma namorada igual ela.

Ela se mostra perfeita, ela queria ser perfeita. Ela só não sabe que o que ela espalha por ai é uma imagem da pessoa que ela gostaria de ser, porque na verdade existe um grande vazio dentro dela que ninguém entende, ela já tentou falar sobre isso, mas o que ela escutou foi um:”Esse sentimento passa, você só teve um dia ruim!” Mas não, ela não teve um dia ruim, ela não está em um momento bom e mesmo assim, dia após dia, ela levanta com dor nas costas, com inseguranças enormes e quando encontra seus amigos e família finge estar em um conto de fadas e só transmite coisas boas com a esperança que façam o mesmo por ela e ela encontre, de verdade, alguém que faça ela se sentir assim. Quando o dia acaba, ela fica horas e horas deitada na cama tentando dormir, ela espera uma mensagem no meio da noite dizendo: “Sonhei com você e desejei que estivesse aqui comigo”, mas a mensagem não chega, ela volta a chorar no travesseiro como faz quase todas as noites e acaba pegando no sono com o desejo que, na noite seguinte, a mensagem chegue ou um simples gesto de amor volte para si e faça seu coração bater mais forte e essa alegria seja na verdade uma alegria de viver e não, a esperança de dias e sentimentos verdadeiros. 

Dias…

Esses dias no trabalho, já era final do dia, umas 17:30 mais ou menos, começou um zun zun zun na frente do prédio, escutei umas sirenes, logo depois buzinas, mais sirenes e, então, uma vozes:

-“O que será que aconteceu?”
-“Acho que foi atropelamento”
-“Não! Acho que foi assalto.”
-“Será? Tá o maior transito!”

Eu fiquei na minha mesa, procurando por notícias, por joguinhos, por e-mails importantes na caixa de entrada, fiquei lá procurando alguma coisa pro tempo passar logo até dar 19:30 e eu, finalmente, arrumar minhas coisas e ir pra casa.

Muitas sirenes começaram e eu não resisti e fui até a janela do escritório e me deparei com a cena que todos estavam comentando. Tinha uma mulher jogada no chão da praça, o carro, que eu julguei ser dela, também estava dentro da praça, assim não atrapalhando o tão importante transito em pleno horário de rush.

Vários carros do SAMU, ambulância, CET e polícia em volta da moça. Lá de cima só dava pra ver que os bombeiros/médicos estavam fazendo massagem cardíaca na moça arduamente.

Meu chefe, que já estava observando a cena há uns 15 minutos, disse que já estava nesse episódio fazia tempo. Ele estava visualizando a cena pela super tela potente do celular dele que tem sei lá quantas vezes de zoom. 

Uma multidão em volta dos médicos e bombeiros e os mesmos em cima da moça. Todos os carros que passavam davam uma paradinha pra olhar o que estava acontecendo.

Ficamos naquele sufoco de tentar entender o que acontecia, na esperança da mulher dar algum sinal de vida por mais uns 20 minutos. Não entendendo bem o que acontecia, até porque estávamos no sexto andar do prédio, voltei pra minha mesa pra atender o telefone que não parava de tocar.

15 minutos mais tarde, percebi que meus colegas de trabalho já não estavam mais tumultuados na janela e fui lá ver se a mulher ainda estava lá. Sim, a mulher ainda estava lá, mas a multidão, os bombeiros, os médicos, o CET e os policiais, não!

Nunca vi uma cena tão fria na minha vida. A moça estava coberta com a manta térmica quase enfiada embaixo do carro, o qual ela estava próxima anteriormente, e ninguém, NINGUÉM por perto! Sozinha!

Fiquei tentando assimilar a situação e ai que fui surpreendida, mais uma vez. Uma senhora se aproxima da manta térmica, retira-a e fica olhando para o corpo da moça, depois de alguns segundos chega um policial gritando para se afastar, dando uma bronca na senhora que logo se afasta e sai andando pela praça como se nada tivesse acontecido.

Um tempo depois, com o vento a manta começa voar  e novamente o corpo da moça fica a mostra pra qualquer que passe por lá e, novamente, após de alguns minutos, um policial pega umas pedras e cobre o corpo.

Esse triste fato aconteceu no começo da semana e eu ainda não consegui parar de pensar nele. No dia seguinte ainda escutávamos alguns boatos no elevador do prédio, mas logo foi esquecido pela maioria das pessoas.

Eu não esqueci. Eu não esqueci que aquela pessoa poderia ser um parente seu, uma pessoa próxima e querida e, mesmo não sendo ninguém que eu conhecesse, como o ser humano é tão frio pra deixar um outro largado no meio de uma praça sem o mínimo de respeito a qual esse foi tratado?

Todo mundo é muito solícito pra saber de uma fofoca, pra fazer algum comentário maldoso, mas quando o assunto é amor e respeito ao próximo parece que coisas banais, como o transito e o celular de última geração são bem mais importantes.

Não sei descrever direito o sentimento que me deu ao ver tudo isso e depois ficar sabendo que a moça com aparentemente 35/40 anos, asiática,  simplesmente estava dirigindo seu carro, começou a passar mal, entrou dentro da praça e começou pedir ajuda, pois sentia uma dor muito forte no peito passou. 

Um dia para nós pode ser o dia para muitos, o melhor dia, o pior dia, o dia, um dia. Esse para mim foi um dia diferente, um dia em que eu parei pra refletir como “jogamos fora” vários dias de nossas vidas com comentários inoportunos, com ações indiferentes, com, simplesmente, dias comuns que não nos trazem nada de bom. O que você faz para o seu dia não ser só um dia?!

Pensei muito sobre isso e para mudar isso. E você?

Opinião: Você sabe utilizar a sua?

Sabe aquela pessoa que você não perguntou nada sobre a opinião dela e mesmo assim ela insiste em compartilhar com você o que ela pensa sobre você? Pois é, meu desabafo de hoje vai ser sobre essas pessoas queridas!

Eu penso assim: se eu gostei de algo, eu comento, se eu não gostei, eu fico quietinha. Se a pessoa pergunta a minha opinião, eu sou sincera e respondo, se a pessoa não me pergunta e minha opinião é negativa, eu fico bem quieta.

Agora, existe aquele tipo de pessoa que gosta de expor opiniões sem ninguém perguntar nada e essa mesma opinião não vai agregar em nada, na maioria dos casos, vai só piorar as coisas.

Aí eu te pergunto, por que falar coisas que não vão agregar em nada? Pra se auto afirmar? Pra diminuir o outro e assim se sentir melhor? Pra mostrar que você é inconveniente? Por quê? Ou será que é só falta de respeito mesmo?

Eu juro que eu não sei o motivo e, sinceramente, prefiro não saber e prefiro também que a pessoa fique de boquinha fechada!

Recentemente, aconteceu um caso desse comigo e eu fiquei muito brava com a pessoa e fiquei tão sem reação que acabei saindo do lugar e chorando que nem louca. Acredito que essa não seja a melhor maneira de lidar com essa situação, mas foi a única coisa que consegui fazer sem ser mal educada. Fiquei muito chateada, a pessoa me expôs na frente de outras pessoas falando que não havia gostado de tal coisa que eu havia feito no meu corpo e ainda me comparou com outras pessoas que estavam presentes. Qual a necessidade disso? Vamos guardar nossas opiniões pra nós mesmos, né?!

Para minha sorte, eu tenho pessoas muito queridas ao meu lado e me ajudam, me escutam, me aconselham e cuidam de mim quando coisas assim acontecem e eu sou completamente grata a elas, acho que são aqueles que chamamos de anjinhos, sabe?

Então, o meu recadinho pra esse post é: vamos pensar um pouquinho mais antes de sair por aí falando o que achamos e o que não achamos dos outros, se falassem isso de você, você iria gostar?! Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você.

Beijinhos :*

De estímulo para o nosso dia:

          A vida é assim:

          esquenta e esfria;

          aperta daí afrouxa;

          sossega depois desinquieta.

          O que ela quer da gente é coragem.

                                                                                                                                                                          -Guimarães Rosa


Início

É engraçado, eu sempre pensei em fazer um blog, mas na verdade eu nunca tive coragem, sempre fiquei pensando: será que as pessoas vão me achar boba por causa dos meus pensamentos? vão concordar ou discordar do que eu vou escrever e coisas desse tipo…até que meu namorado fez um e deu um clique na minha cabeça, que se dane o que eles vão pensar, eu quero escrever e pronto. Não sei bem como começar, mas juro que vou tentar fazer o melhor.

Sempre fui uma pessoa consideravelmente normal, amigos legais, namorado legal, família legal, faculdade legal…até que no último ano da faculdade eu me questionei se esse era o curso certo para mim. Minha descoberta depois de uma terrível experiência de estágio foi um belo NÃO!

Trancar a faculdade faltando dois semestres para concluir o curso? não parecia a coisa certa a fazer, até porque eu gosto bastante do curso de Publicidade e Propaganda. Então decidi iniciar uma nova faculdade em uma área um pouco diferente da de comunicação.

Infelizmente ou felizmente essa história é real, porém não inicie o segundo curso, mas até o meio do ano planejo que isso aconteça.